Não vou fazer promessas nem nada que se pareça, se cá vier escrever venho, se não vier, não me vou martirizar. Apenas quero escrever o que sinto, o que penso e como quero agir.
Eu gosto de escrever e continuo sem perceber o porquê de não escrever no meu blogue todos os dias. Será o meu medo inconsciente de falhar? Sim, é muito provável, o medo de perceber que afinal o que eu escrevo são apenas palavras sem sentido e que ainda por cima podem ter erros (o meu grande pesadelo).
Enfim, se tiver que cá voltar volto. Um momento de cada vez.
Boa Viagem!
sábado, 29 de março de 2014
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Balanço!
A última vez que escrevi neste blogue foi no dia 18 de Julho. Hoje é dia 28 de Outubro. Mais de três meses já se passaram. Para mim, parece que foi mais do que um ano. Aconteceu tanta coisa, tanta coisa boa e tanta coisa menos boa. Nunca esperei que ao começar a sentir as minhas emoções, os acontecimentos da minha vida pudessem ser tão intensos. Não foram nada de especial mas mostraram muito sobre mim: avô operado, o meu casamento com a pessoa que eu mais amo (simples, só nós e a senhora do registo), uma pseudo lua-de-mel fantástica, onde apenas existimos nós, o convívio com um afilhado maravilhoso, o nascimento de uma "sobrinha" linda e a felicidade dos pais, a ciática do marido, o internamento da avó, o começo de uma nova actividade profissional, o bater do carro e o crescimento de uma vida dentro de mim... Como é que aconteceu tanto em apenas três meses? Nada de especial, coisas banais para muitas pessoas mas para mim foram altos e baixos que me fizeram viver momentos emocionais muito intensos. Agora estou apavorada! E se acontecem mais uma série de coisas nos próximos três meses? Se forem só coisas boas, não me importo mas se forem como aquelas que me dão cabo da cabeça? Tenho tanto medo. E se eu não for capaz? Quero tanto que corra tudo bem comigo e com todos os que me rodeiam. Porque é que a vida não pode ser sempre simples? Porque é que a vida não pode ser sempre bela, leve e sorrindente? Porque é que eu não consigo relaxar, despreocupar-me e aproveitar, simplesmente, o momento? Porque é que eu faço tanto mal a mim própria ao não conseguir controlar os meus pensamentos? Porque é que eu estou tão ansiosa, preocupada e medricas? Quando é que eu vou ser corajosa? Sempre quis ter uma vida a crescer dentro de mim mas nunca quis ter os sintomas que estão assoiados. Não poderia ser como aquelas mulheres que nunca tiveram nenhuns sintomas? Esta parte física dá cabo de minha parte emocional e a minha ansiedade e o meu medo dão cabo da minha parte física. Eu sei que tudo vai passar, é dar tempo ao tempo, é relaxar, é aproveitar, é ter pensamentos positivos, é ter calma, etc. Eu sei tão bem esta teoria, eu sei tão bem o que deveria fazer...Mas interiorizá-la e senti-la no coração? Admiro muito quem faça mas para mim é difícil e pronto. Isso só me prejudica mas sei que aos poucos e poucos eu vou conseguir. É uma fase, é um caminho, é uma escolha, é o destino, é um momento, é a Vida. Seja o que fôr.. Não sou uma pessoa fácil e, agora sim, ando a conhecer-me. Tenho medo do que a Vida me reserva, tenho medo de não saber o que vai acontecer amanhã mas a minha curiosidade faz-me estar pronta para querer estar presente e ver. Não da maneira que eu mais queria e, muitas vezes, a ter que lidar com coisas que eu não faço ideia como se lidam e com coisas que eu acho injustas mas pronto, lá estou, à minha maneira e do meu jeito.
Boa Viagem!
Boa Viagem!
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Num mau momento..
Nós, seres humanos, somos seres insatisfeitos por natureza (mais por defeito diria eu). Nunca estamos, realmente, satisfeitos com nada. Até as pesoas que se contentam com pouco e que acham que estão bem com o pouco que têm, acham que podiam ou ter um pouco mais ou um pouco menos para estarem mais satisfeitas ou em paz consigo próprias,
Eu, sou uma enorme sortuda, diriam muitos (e eu sinto isso, é verdade). Tenho o homem que amo ao meu lado, que me apoia e que me ama incondicionalmente. É o homem com quem eu hoje, quero passar o resto da minha vida. Tenho uma relação amorosa que, por não ser perfeita, para mim é mais que perfeita. Tenho uma casa, com uma excelente vista, bem situada e que eu adoro (e tivémos tanta sorte em encontrá-la a tão bom preço). Tenho comida e tenho uma condição financeira minimamente estável. Tenho poucos amigos mas que são fantásticos e que me completam nesta área. Tenho família que, apesar de tudo, eu sei que me adora. Tenho um lado tão completo, tão cheio, tão bom.. Mas por outro, falta algo que não sei o que é.. Talvez um trabalho que eu, realmente, gostasse. Talvez qualquer coisa apenas fosse o suficiente. Tenho a possibilidade de começar de novo e não sei o que hei-de fazer. Qual é o meu lugar neste mundo? O que é que eu ando mesmo aqui a fazer? Não sei. Não sei mesmo e acho que é mesmo isto que mais me perturba, o não saber, o não me contentar em não saber. O não aproveitar toda a parte boa da minha vida. Não estou satisfeita, podia ser uma pessoa melhor e não o sou. Não sei o que quero neste momento. Quero fazer algo, tenho ideias mas falta a motivação que maldita não aparece. E custa tanto estar nesta situação. Não sou uma menina coitadinha, sempre lutei por aquilo que quero. Nunca fui de ficar parada à espera que as coisas viessem ter comigo e isso ainda mais me irrita. Como é que eu estou nesta situação? Estou a iludir-me?
Neste momento não sei nada de nada. Apenas aqui ando por um caminho que não conheço. Ando perdida e sinto-me sózinha nesta área. Ninguém compreenderia se eu falasse disto a alguém. Não me falta nada e sinto um enorme vazio. Quando é que eu parei de lutar? Quando me venci, terá sido? Sim, porque se ando a lutar é contra mim mesma..Desistir e acomodar eram palavras que não estavam no meu dicionário, secalhar passaram a estar. Desistir de procurar um trabalho, um emprego, algo que satisfaça o enorme vazio que sinto. Acomodar-me à vida que tenho e ficar satisfeita porque não preciso de trabalhar para sobreviver, como tantas pessoas e famílias precisam. Acomodar-me à situação de ser sustentada pelo meu homem e dar graças a Deus por ele ainda ter um emprego e um ordenado que, mal ou bem, ainda chega para os dois. É frustante saber o estado em que está este país.
Todos temos maus momentos e descarregá-los faz bem para depois enchermos o alívio que sentimos com coisas boas e foi o que fiz agora. Não vou desistir de mim, isso está fora de questão. Aos poucos e poucos, um momento de cada vez =)
Boa Viagem!
Eu, sou uma enorme sortuda, diriam muitos (e eu sinto isso, é verdade). Tenho o homem que amo ao meu lado, que me apoia e que me ama incondicionalmente. É o homem com quem eu hoje, quero passar o resto da minha vida. Tenho uma relação amorosa que, por não ser perfeita, para mim é mais que perfeita. Tenho uma casa, com uma excelente vista, bem situada e que eu adoro (e tivémos tanta sorte em encontrá-la a tão bom preço). Tenho comida e tenho uma condição financeira minimamente estável. Tenho poucos amigos mas que são fantásticos e que me completam nesta área. Tenho família que, apesar de tudo, eu sei que me adora. Tenho um lado tão completo, tão cheio, tão bom.. Mas por outro, falta algo que não sei o que é.. Talvez um trabalho que eu, realmente, gostasse. Talvez qualquer coisa apenas fosse o suficiente. Tenho a possibilidade de começar de novo e não sei o que hei-de fazer. Qual é o meu lugar neste mundo? O que é que eu ando mesmo aqui a fazer? Não sei. Não sei mesmo e acho que é mesmo isto que mais me perturba, o não saber, o não me contentar em não saber. O não aproveitar toda a parte boa da minha vida. Não estou satisfeita, podia ser uma pessoa melhor e não o sou. Não sei o que quero neste momento. Quero fazer algo, tenho ideias mas falta a motivação que maldita não aparece. E custa tanto estar nesta situação. Não sou uma menina coitadinha, sempre lutei por aquilo que quero. Nunca fui de ficar parada à espera que as coisas viessem ter comigo e isso ainda mais me irrita. Como é que eu estou nesta situação? Estou a iludir-me?
Neste momento não sei nada de nada. Apenas aqui ando por um caminho que não conheço. Ando perdida e sinto-me sózinha nesta área. Ninguém compreenderia se eu falasse disto a alguém. Não me falta nada e sinto um enorme vazio. Quando é que eu parei de lutar? Quando me venci, terá sido? Sim, porque se ando a lutar é contra mim mesma..Desistir e acomodar eram palavras que não estavam no meu dicionário, secalhar passaram a estar. Desistir de procurar um trabalho, um emprego, algo que satisfaça o enorme vazio que sinto. Acomodar-me à vida que tenho e ficar satisfeita porque não preciso de trabalhar para sobreviver, como tantas pessoas e famílias precisam. Acomodar-me à situação de ser sustentada pelo meu homem e dar graças a Deus por ele ainda ter um emprego e um ordenado que, mal ou bem, ainda chega para os dois. É frustante saber o estado em que está este país.
Todos temos maus momentos e descarregá-los faz bem para depois enchermos o alívio que sentimos com coisas boas e foi o que fiz agora. Não vou desistir de mim, isso está fora de questão. Aos poucos e poucos, um momento de cada vez =)
Boa Viagem!
domingo, 23 de junho de 2013
Ups..
..I did again..
Fiquei, novamente, sem vir a um dos sítios que me faz sentir tão bem..
Fiquei, novamente, sem visitar muitos dos blogues que adoro ler..
Mas..
Aprendi! Aprendi de lição bem aprendida, daquelas que ficam bem marcadas na alma.
Aprendi! Aprendi que a vida tem altos e baixo e que isso é ponto assente. Temos que lidar com isso e é isso que nos torna fortes.
Aprendi! Aprendi a lidar com os altos e baixos e que, apesar de muitas vezes me ir a baixo, sou forte o suficiente. E isto é ser normal e estar bem. E adorei aprender esta lição.
Boa Viagem!
Fiquei, novamente, sem vir a um dos sítios que me faz sentir tão bem..
Fiquei, novamente, sem visitar muitos dos blogues que adoro ler..
Mas..
Aprendi! Aprendi de lição bem aprendida, daquelas que ficam bem marcadas na alma.
Aprendi! Aprendi que a vida tem altos e baixo e que isso é ponto assente. Temos que lidar com isso e é isso que nos torna fortes.
Aprendi! Aprendi a lidar com os altos e baixos e que, apesar de muitas vezes me ir a baixo, sou forte o suficiente. E isto é ser normal e estar bem. E adorei aprender esta lição.
Boa Viagem!
terça-feira, 14 de maio de 2013
Pé ante pé!
Sinto-me cansada mas satisfeita. Os dias voam e mal dou por eles. Não tenho feito nada mas ao mesmo tempo tenho feito muito. Pequenos detalhes fazem toda a diferença, nunca se esqueçam disto. Eu sei que quando estamos mais em baixo nunca ligamos a isto, é difícil olhar para as pequenas coisas e dar-lhes a sua devida importância. Mas são essas pequenas coisas que engrandecem a nossa alma, o nosso espírito, o nosso pensamento e o nosso coração. Passos pequenos mas firmes, isso sim é fundamental. E depois continuar assim..
Boa Viagem!
Boa Viagem!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Uma coisinha de nada.
Hoje fique surpreendida comigo própria: consegui manter a calma quando menos esperava e consegui ficar completamente irritada quando, também, menos esperava (ultimamente, por norma não ficaria, o que significa que ando a permitir-me sentir). Gostei disso. Apercebi-me que sou mais forte do que penso, que sou capaz de lidar com qualquer tipo de situação e que sou perfeitamente capaz de mostrar o meu ponto de vista de forma assertiva (embora irritada).
Não são precisas grandes situações para nos apercebermos que somos fortes e que sabemos manter a calma, bastam pequenas alterações na nossa rotina para que isso aconteça. Quem lida com o inesperado de forma calma consegue lidar com as situações mais difíceis da mesma forma (assim espero). Importa pensar em soluções e saber agir.
Gostei mesmo da forma como lidei com a situação hoje. São pequenos passos que nos tornam mais fortes e são as coisas insignificantes a que, normalmente, não damos valor que nos mostram mais de nós do que podemos imaginar. Só temos que estar atentos e saber valorizá-las para nos sentirmos mais fortes.
Boa Viagem!
Não são precisas grandes situações para nos apercebermos que somos fortes e que sabemos manter a calma, bastam pequenas alterações na nossa rotina para que isso aconteça. Quem lida com o inesperado de forma calma consegue lidar com as situações mais difíceis da mesma forma (assim espero). Importa pensar em soluções e saber agir.
Gostei mesmo da forma como lidei com a situação hoje. São pequenos passos que nos tornam mais fortes e são as coisas insignificantes a que, normalmente, não damos valor que nos mostram mais de nós do que podemos imaginar. Só temos que estar atentos e saber valorizá-las para nos sentirmos mais fortes.
Boa Viagem!
terça-feira, 30 de abril de 2013
Medos!
Acho que me falta coragem.. Coragem para me entregar mais, para me dar mais e estar disposta a receber de braços abertos tudo o que possa vir dessa coragem de me entregar. Tenho medo, por isso não me entrego mais. Neste aspecto, sou egoísta e tenho medo de sofrer. Porque já sofri quando me entreguei.
Tudo passa por dar e receber. Não vou mentir, também gosto de receber (quem não gosta?). Nenhuma relação resiste se for só um a dar. Não tenho nada de grande para dar. Mas dou o que tenho e que para mim é muito precioso, porque conquistei, porque aprendi, porque vivi. Não consigo confiar plenamente nos outros, não me consigo entregar a cem por cento aos outros porque tenho medo, medo de sofrer.
Tenho medo de gostar muito, demasiado. E se eu der tanto de mim, se eu confiar plenamente e depois não receber nem uma palavra de carinho em troca? Dói, e eu não peço muito, só algum carinho, uma palavra amiga e que me respeitem.
Tenho amigos, tenho pessoas que eu amo mais que tudo e que não me imagino sem elas. Pessoas em quem eu sei que posso confiar e que se acontecer alguma coisa lidamos com isso e fica tudo bem. São pessoas que eu conheço há muitos anos, que me têm acompanhado ao longo da minha caminhada. São poucas mas valem muito. Tenho medo de as perder, de sofrer porque as perdi. Queria ter mais coragem para enfrentar este medo, mais coragem para deixar fluir e aproveitar ao máximo, mais coragem para me entregar sem medos, sem desconfianças, sem inseguranças.
Não acho que este medo seja irracional pois quem ama tem medo de perder o que ama ou estarei errada? Também não acho que seja insegurança pois sinto-me bastante segura em relação ao que tenho e ao que sinto, ao que dou e recebo. Talvez seja, apenas, um medo que me mostra que não é de todo errado ser egoísta. Ninguém gosta de sofrer e eu não sou excepção. Também é um medo que me faz batalhar para preservar quem amo.
Só queria ter mais coragem. Não sei se serei capaz de me entregar mais do que estou disposta a quem vier mas não custa nada tentar (ou será que custa??).
E por aí, existe algum medo?
Boa Viagem!
Tudo passa por dar e receber. Não vou mentir, também gosto de receber (quem não gosta?). Nenhuma relação resiste se for só um a dar. Não tenho nada de grande para dar. Mas dou o que tenho e que para mim é muito precioso, porque conquistei, porque aprendi, porque vivi. Não consigo confiar plenamente nos outros, não me consigo entregar a cem por cento aos outros porque tenho medo, medo de sofrer.
Tenho medo de gostar muito, demasiado. E se eu der tanto de mim, se eu confiar plenamente e depois não receber nem uma palavra de carinho em troca? Dói, e eu não peço muito, só algum carinho, uma palavra amiga e que me respeitem.
(Fonte: Google Imagens)
Não acho que este medo seja irracional pois quem ama tem medo de perder o que ama ou estarei errada? Também não acho que seja insegurança pois sinto-me bastante segura em relação ao que tenho e ao que sinto, ao que dou e recebo. Talvez seja, apenas, um medo que me mostra que não é de todo errado ser egoísta. Ninguém gosta de sofrer e eu não sou excepção. Também é um medo que me faz batalhar para preservar quem amo.
Só queria ter mais coragem. Não sei se serei capaz de me entregar mais do que estou disposta a quem vier mas não custa nada tentar (ou será que custa??).
E por aí, existe algum medo?
Boa Viagem!
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